Bom dia, 21 de Novembro de 2019


Após 44 anos, mulher descobre que foi criada por sequestrador

Quinta - 07/11/2019 - 06h30
Foto: Reprodução

A cuidadora de deficientes mentais Simone Aparecida Lopes Garcia, de 46 anos, descobriu pela internet que foi sequestrada aos dois anos de idade na cidade de Tanabi, interior de São Paulo. O caso ocorreu em sete de abril de 1975. Após 44 anos, Simone deseja reencontrar sua verdadeira família. Ainda criança, Simone morava em uma região bem pobre do Estado de São Paulo. Sua mãe, a lavradora Neide Aparecida Pereira, que na época tinha 22 anos, saiu para buscar lenha e quando voltou não achou mais a filha. Apontado pela lavradora como principal suspeito de ter raptado a criança, Pedro Antônio Garcia, com 34 anos na época, era parente do marido de Neide. Pedro era viúvo e pediu abrigo na casa da lavradora. Para não despertar suspeitas, o sequestrador dizia que a Simone era filha dele e que a mãe da menina havia morrido.O sequestro foi registrado no dia sete de abril de 1975. Sem solução, o caso foi arquivado pelas autoridades da época. Ela foi levada por Pedro para o Espírito Santo junto com um menino, identificado como Marcos Antonio Garcia, de 14 anos. O convívio entre eles não era muito bom. Simone foi abusada sexualmente pelo seu “meio-irmão” durante anos. Para fugir das agressões, ela foi morar com a mãe de Pedro, identificada como Jesuína. Com o passar dos anos, Simone sempre perguntava pelo paradeiro da mãe ao sequestrador. No entanto, Pedro além de ficar agressivo nunca dava muito detalhes a garota, apenas falava que o nome da mãe era Iraildes da Cunha Lopes, uma alcoólatra que havia morrido. Em 2006 o sequestrador sofreu um derrame e ao ser questionado por Simone sobre o assunto no leito de morte, recusou-se a falar. Após a morte do “pai”, Simone começou a pesquisar sobre a mãe na internet. Depois de algumas pesquisas, a cuidadora encontrou que Iraildes, até então sua “mãe”, havia falecido em 1974. Logo em seguida, encontrou um processo de sequestro no qual o nome de Pedro estava envolvido e acabou descobrindo toda a história. Ao ler o processo, descobriu que sua mãe biológica se chamava  Neide Pereira dos Santos e que a procurou por dois anos. Hoje, após descobrir sua verdadeira história, Simone quer mudar toda a documentação para o seu nome de batismo “Simone Aparecida Pereira dos Santos” e reencontrar sua mãe e irmãs. A cuidadora, que possui três filhos, está recebendo todo o apoio da família. Uma organização especializada em buscas de pessoas desaparecidas está prestando todo o auxílio para Simone.

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